Temporal causou dezenas de ocorrências no concelho de Arcos de Valdevez

As chuvas torrenciais, acompanhadas de ventos fortes, causaram, nas madrugadas de 3 a 5 de fevereiro, inúmeras ocorrências relacionadas com quedas de árvores e de postes de eletricidade, desabamentos de terras, danos em veículos e coberturas (chapas), cortes de estradas e avarias no fornecimento de energia, mas não provocaram vítimas.

Fotos: Minho Digital, António Neto, Bruno Gomes, Rosalina Araújo e Teresa Araújo

A chuva que caiu torrencialmente fez alguns estragos e obrigou os serviços da Proteção Civil e os Bombeiros Voluntários a trabalhos forçados em vários pontos de Arcos de Valdevez. Na sede do concelho, alguns painéis publicitários cederam à forte ventania. Na freguesia de Carralcova, uma árvore tombou e “sacudiu” um poste de eletricidade, que se incendiou. Em Sá, uma árvore de grandes dimensões caiu sobre um automóvel e trator, originando elevados prejuízos. No lugar de Vilar (S. Jorge), devido à força do vento, tombaram as ornamentações e os arcos da festa da Senhora da Luz.

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Em Gondoriz, a chapa (cobertura) de um barracão, impelida pelo vento, sobrevoou a área e foi embater numa viatura dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, que ficou com o tanque do combustível perfurado, tendo o veículo sido rebocado.

As quedas de árvores e os aluimentos originaram, também, em diversas situações, o corte de estradas. A EN 301, que liga Arcos de Valdevez a Paredes de Coura, chegou a estar intransitável devido a um desabamento. Também as estradas que atravessam Souto e Vale estiveram, temporariamente, cortadas por causa das muitas árvores tombadas. E a ligação de Cem a Reboreda, na freguesia de Rio de Moinhos, também foi interrompida. De igual modo, pelo concelho, vários caminhos interiores ficaram obstruídos devido aos deslizamentos de terras. E, como sempre acontece quando a chuva é muita, os canais/linhas de água ficaram a abarrotar e os enormes caudais galgaram as margens do rio Vez e fizeram transbordar as ribeiras.

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Nesses dias e noites de intempérie, os pedidos de ajuda deixaram em estado permanente de alerta os bombeiros, a Proteção Civil, a GNR (GIPS) e as equipas de sapadores, que, na maioria das ocorrências, tiveram de cortar e remover árvores tombadas, limpar estradas e desobstruir valetas.

Depois de meses secos, parece que o tempo invernoso chegou em força. Mas é precisa mais chuva para que as barragens atinjam bons níveis de armazenamento. De referir que, no último dia do passado mês de janeiro, ou seja, antes da precipitação, a bacia hidrográfica do Lima apresentava uma disponibilidade hídrica de apenas 32,3%, muito inferior ao volume médio de 64,2%, segundo o boletim do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos.

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