Recontro de Valdevez vai ser recriado no Paço de Giela

O extenso programa de comemorações dos 500 anos da outorga do Foral pelo rei D. Manuel I à denominada Terra e Concelho de Valdevez contempla uma proposta para reconstituição do Recontro de Valdevez e do Mercado Medieval. O evento realizar-se-á de 8 a 10 de julho (véspera do Dia do Concelho), permitindo a evocação do Torneio de Valdevez como elemento de ligação dos arcuenses à História de Portugal e ao Paço de Giela.

Esta realização que, segundo Nuno Soares, diretor da Casa das Artes, “vai dignificar um dos momentos mais bonitos da nossa História”, estará centrada, justamente, no Paço de Giela, que foi inaugurado em 2015, no seguimento das obras de recuperação daquele Monumento Nacional (desde 1910), apresentando-se, atualmente, como uma ruína consolidada.

Assim, no dia de arranque da iniciativa, 8 de julho, será organizado um “banquete” para, numa lógica informal, “alertar” a população do recrutamento de tropas que seria feito por D. Afonso Henriques com vista ao Recontro.

Para a prossecução deste momento, é esperado um forte envolvimento das associações do concelho, com trajes e motivos de época, dando corpo a um projeto – ligado à essência histórica – que terá como ponto alto a “viagem” à Idade Média (o Paço de Giela tem, acrescente-se, na antiga torre uma base medieval muito forte).

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Por isso, no dia 9 de julho, cumprindo o primeiro de dois momentos associados ao Recontro de Valdevez, é promovida a justa (de noite), na qual são feitos os prisioneiros, criando aí conflito entre as partes da peleja, para, depois, num segundo momento, a decorrer no dia 10, se proceder à decisiva contenda do Torneio.

O Paço de Giela, para receber esta recriação, será reconfigurado/transformado e dotado de equipamentos de época (cozinha, áreas de alimentação, recriação de formas de vida, jogos didáticos…), indo o grupo de participantes trajar roupas medievais e experimentar as lides dos grandes cavaleiros da Idade Média. Será uma boa oportunidade, pois, para se fazerem “juízos” de perícia, valentia e manejo de espadas, sendo esperadas centenas de familiares dos “pelejadores”, na amovível bancada a instalar no Paço de Giela, que, numa lógica de reaproveitamento, será apetrechado, para este acontecimento, com elementos muito específicos de som e luz.

Em complemento, serão introduzidas dinâmicas para criar animação permanente no local, combinando música, dança, tendas e treino de armas, acampamentos militares e castrenses, teatro de rua, postos de venda, estandartes, decorações, entre outros elementos.

A organização, que promete “rigor histórico” e “respeito pelas boas fontes”, sublinha que este evento, apoiado também por elementos contemporâneos, “terá grande impacto para o público em geral”.

De resto, Guimarães, Cidade Património Cultural da Humanidade, ao ter escolhido o Recontro de Valdevez como tema principal de representação da Feira Afonsina’2016, será um aliado de peso da realização arcuense, reforçando a importância do referido Torneio para a História e formação de Portugal.

Entretanto, autorizada que foi a abertura de procedimento em sede de reunião de Câmara (por unanimidade), a proposta será agora apresentada a três empresas especializadas e com vasta experiência em reconstituições históricas.

O valor-limite previsto pelo Município para este projeto é de 39 mil euros.

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