Poesia na Intimidade

Cândida Passos

Cândida Passos

Poetisa

Lua redonda  Lua redonda Lua cheia de mistério. Lua acinzentada. Lua, mãe do seu império, a noite. Noite amuada com a lua por não haver luar. Luar escondido numa noite por estrelar. Lua risonha, no céu a brilhar. Brilho da lua que me leva a sonhar… Numa n

 Lua redonda

Lua cheia de mistério.

Lua acinzentada.

Lua, mãe do seu império, a noite.

Noite amuada com a lua por não haver luar.

Luar escondido numa noite por estrelar.

Lua risonha, no céu a brilhar.

Brilho da lua que me leva a sonhar…

Numa noite intensa, noite sem luar.

 

Lua, que me deseja boa noite.

Que me olha, da janela do meu quarto.

Lua, que me fascina com o seu mistério.

Lua, que me convida a fazer parte do seu império, a noite.

Lua, que adormece o meu sono sem açoite.

Lua cheia de enigma.

Lua, meu paradigma de mim!

Mundo imaginário  Num mundo imaginário Criei o meu poema. Poema sem preçário. Poema vindo da imaginação. Poema sentido pelo coração. Por um coração quente de amor. Por um coração sonhador!  Num mundo imaginário Voltei a ser criança. Criança sem preçário.

Mundo imaginário

 

Num mundo imaginário

Criei o meu poema.

Poema sem preçário.

Poema vindo da imaginação.

Poema sentido pelo coração.

Por um coração quente de amor.

Por um coração sonhador!

 

Num mundo imaginário

Voltei a ser criança.

Criança sem preçário.

Criança sempre desperta.

Joguei à macaca. Joguei ao pião.

Trazia a infância no meu coração!

 

Num mundo imaginário

Fui uma pomba branca,

Que arrulhava de alegria.

Fui uma alma apaziguadora

Dos males do mundo.

Encarnei na pele de um vagabundo

Que vagueava sem destino.

De uma igreja, fui o sino

Que tocava a rebate.

Fui também o disparate

Que não para de disparatar.

Fui o rio. Fui o mar!


Fui tudo o que quis ser,

Num mundo imaginário.

Um mundo sem preçário!

O medo  De repente, tão repentinamente O medo assustou-me. Apoderou-se da minha mente De repente, tão repentinamente.  Senti calafrios que palmilhavam  A minha pele. Quis dizer o que sentia, Mas não conseguia. Fechava os olhos, Mas de nada me valia. Senti

O medo

 

De repente, tão repentinamente

O medo assustou-me.

Apoderou-se da minha mente

De repente, tão repentinamente.

 

Senti calafrios que palmilhavam

A minha pele.

Quis dizer o que sentia,

Mas não conseguia.

Fechava os olhos,

Mas de nada me valia.

Senti uns tremores que não paravam

De tremer.

Senti o medo a atormentar

O meu viver.

Cheguei ao determinado momento de mim

E tive medo do próprio medo.

Medo de ficar assim…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor:

Cândida Passos

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