Poesia na Intimidade

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Cândida Passos

Cândida Passos

Poetisa

Distração/consequência  A distração Nunca tem razão. Distrair e … depois cair… No chão, sem proteção. Ficar com um olhão Inchado e arroxeado. E a visão ficar turva. Andar curva contra curva. Ficar a latejar… ficar a delirar… Com pensamentos por pensar Est                                                         

Distração/consequência

 

A distração

Nunca tem razão.

Distrair e … depois cair…

No chão, sem proteção.

Ficar com um olhão

Inchado e arroxeado.

E a visão ficar turva.

Andar curva contra curva.

Ficar a latejar… ficar a delirar…

Com pensamentos por pensar

Estatelada no chão.

Por causa de uma distração!

Por causa de uma pressa desmedida.

Só para cumprir a vida!

Ficar estonteada

Sem saber o que fazer.

Ficar desnorteada

Com um rumo por trilhar.

Ficar dorida com feridas para curar.

Viver uma vida apressada

É arriscar ficar estatelada

Num piso em cimento.

E ficar a ver estrelas

E ficar sem pensamento.

Num determinado momento.

Por causa de uma distração

Que nunca tem razão!

Ensinar/Educar

 

Defini a definição

De saber estar na sala de aula.

Mas, para alguns meninos

Definir, nem definição tem.

Falam aqui, falam ali, falam além…

Mas o mais grave é que acham tudo pertinente.

O professor é que é exigente.

O professor é que implica por tudo e por nada.

O professor é que é o culpado.

Tudo é motivo para brincadeira.

Tudo é motivo para distração.

A vida do professor é chamar a atenção

Dos desatentos, dos faladores.

Nem todos precisam de ser doutores,

Mas precisam de ter educação.

Porque a educação sempre coube em todo lado.

Quer seja ou não licenciado!

O meu país  Fechei o meu país na minha mão. Com tanta força, com tanta força... Que não conseguiu escapar… Não queria que lhe fizessem mal. Por isso, Protegi-o da guerra; Protegi-o do frio; Protegi-o da fome; Protegi-o da dor.  Encostei-o ao meu coração,

O meu país

Fechei o meu país na minha mão.

Com tanta força, com tanta força...

Que não conseguiu escapar…

Não queria que lhe fizessem mal.

Por isso,

Protegi-o da guerra;

Protegi-o do frio;

Protegi-o da fome;

Protegi-o da dor.

 

Encostei-o ao meu coração,

Que palpitava pepitas de amor,

De patriotismo.

Fechado na minha mão.

Não queria que fizessem mal.

Ao meu país Portugal!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor:

Cândida Passos
Junho 15, 2017

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