Pimenta ganha 2 medalhas em Taça do Mundo

Fernando Pimenta foi uma das grandes figuras da equipa nacional de canoagem, ao obter duas medalhas na III Taça do Mundo, que decorreu entre 3 e 5 de junho no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho.

O atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima obteve no sábado a medalha de bronze em K1 1000 metros, sendo ultrapassado praticamente em cima da meta pelo atleta da República Checa Jakub Spicar, numa regata que foi ganha pelo também Checo Josef Dostal. No domingo, numa prova espetacular e empolgante, Fernando Pimenta foi batido ao sprint pelo australiano Kenny Wallace, depois de ser obrigado a recuperar várias posições devido a um toque. Integrado na embarcação nacional de K4 1000 metros, Fernando Pimenta deu o seu contributo para a otenção do quarto lugar final, dando indicadores de que esta embarcação está a evoluir e a melhorar de dia para dia, rumo ao grande objetivo da temporada, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. No processo de preparação para a olimpíada, Fernando Pimenta continua a trabalhar afincadamente com o seu técnico Hélio Lucas, correspondendo com medalhas nestas importantes provas internacionais, onde é possível aferir o resultado do trabalho levado a cabo e comparar com a concorrência. Este é um processo longo, que ainda está longe de estar concluído, sendo evidente uma melhoria das prestações de Fernando Pimenta desde o início da época.

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Nesta Taça do Mundo também esteve integrado na formação nacional Duarte Lacerda que, na prova de C1 5000 meytros obteve um honroso quinto lugar entre a elite mundial, sendo sabido que o atleta limiano é especialista em maratona e não em velocidade.

No primeiro dia deprova esteve em ação Hugo Figueiras que, em conjunto com Igor Pinho chegaram às semi-finais de K2 200 metros, onde ficaram no quarto lugar, uma posição que, tendo em conta a sua juventude, fornece muito bons indicadores em relação ao futuro. Por seu turno, Beatriz Barros, uma jovem limiana de apenas 16 anos, foi nona classificada na final de C1 200 metros femininos, fornecendo importantes sinais da evolução desta especialidade, em que Portugal está a dar os primeiros passos.

No mapa das medalhas, Portugal ficou num extraordinário terceiro lugar, com sete medalhas, atrás das grandes potências mundiais Polónia e Alemanha.