Os Metáfora são de Valença e assumem-se como uma banda de garagem de rock alternativo. Já os conhece?

Nuno Fernandes, André Coelho, Nuno Marques, Miguel Serra, António Sérgio e João Pedro Seixo são valencianos e membros da banda de rock alternativo, Metáfora.

Depois de serem conhecidos como Copycat e terem lançado um álbum por sua conta e risco, intitulado Pensamento Derivados – A Denúncia, os membros da banda mudaram de nome. Hoje são os Metáfora e lançam o seu primeiro álbum de originais em português, Pensamentos Derivados – A Porta. Em Julho vão participar no Festival Nacional Laurus Nobilis Music e sobem ao palco com artistas conhecidos como Aurea, Bloco do Caos e os The Citizens.   

Minho Digital (MD) - Quando surgiram os Metáfora? Como se resolveram unir em torno deste projeto?

Metáfora (M) -  A banda tem a sua origem noutro projeto com o conceito de banda de bar, tocando cover’s. Ou seja, fazemos uma interpretação própria de algumas das músicas que mais gostamos. Os Metáfora surgem de uma ideia de dois amigos de escola e mais tarde, como todas as bandas, um amigo conhece outro que toca bateria, outro que canta, e assim formámos a banda.

 

MD - Antes de serem os Metáfora, a vossa banda tinha outro nome. Qual era e qual foi o motivo que vos levou a optar por uma mudança de nome? Porquê a escolha da palavra Metáfora?

M - O projeto inicial tinha por nome COPYCAT, e como referido anteriormente era um projeto de cover’s. Após participação no concurso Viana Mexe em 2013, já com originais, ganhámos o prémio “Amp Studio”. Tivemos direito à gravação de uma maquete. Dessa forma decidimos recomeçar o projeto como Metáfora, cantando temas originais com a língua de Camões na linha da frente. A palavra Metáfora simboliza a temática das nossas músicas, cujas letras tentam ser um alerta para aquilo que fazemos com nós próprios e com tudo o que nos rodeia, sempre em forma de metáfora, contradizendo mas não maldizendo.

 

MD - O vosso estilo musical é definido como Rock alternativo. Quais as semelhanças e diferenças deste estilo em relação ao rock?

M - A junção de todas as influências musicais de cada um é o que torna o nosso estilo único. Combinando os diferentes gostos como o Metal, Rock, Punk e até o Clássico.

 

MD - O vosso reportório é definido por composições originais ou também têm cover´s?

M - Neste momento, tocamos essencialmente temas originais.

 

MD - Lançaram o álbum Pensamentos Derivados – A Porta. Este é o vosso primeiro álbum ou há outros antes deste do tempo dos Copycat? Como é que conseguiram levar a cabo a edição de um álbum de músicas vossas?

M - Antes da mudança de nome já havíamos gravado outro álbum: Pensamentos Derivados – A Denúncia; esse gravado por nossa conta e risco. A Porta resulta do prémio “Amp Stúdio”. Este prémio deu-nos a oportunidade de gravar os nossos temas com qualidade de estúdio.

 

MD - O single “O Inútil também merece uma canção”, foi o escolhido para o lançamento do álbum. As vossas músicas são da autoria de algum dos membros da banda ou todos vocês compõem?

M - Digamos que a letra e a ideia inicial surge de um de nós, mas todos intervêm no processo criativo, todos têm o direito e o dever de aportar o seu saber.

 

MD - Vocês cantam unicamente em português?

M - Orgulhamo-nos de ser portugueses e da nossa língua materna, porque não haveria de ser assim?

 

MD - Qual foi o tema que até hoje mais aceitação teve pelo público?

M - Talvez pela sonoridade mais apelativa e refrão mais “pegadiço” temas como “Silêncio Por favor” e “Senhora Autoridade” são os mais apelados por quem nos conhece e segue o nosso trabalho.

 

MD - São considerados uma banda de garagem. Costumam ensaiar nalguma garagem?

M - Realmente o termo Banda de Garagem remete-nos a um grupo de pessoas a tocar numa garagem e nós não fugimos à regra!

 

MD - Sentem que em Valença o vosso trabalho é reconhecido ou apreciado?

M - Digamos que não sentimos uma sensação de repulsa, apenas sentimos algum desconhecimento por parte das pessoas da terra. Por outro lado, somos mais acarinhados fora do concelho, de onde nos surgem convites para atuar.

 

MD - No passado dia 30 de Abril a vossa banda foi galardoada com o segundo lugar no III concurso de bandas de garagem do Café Santana, em Famalicão. Como foi para vós receber este prémio?

M - Estar fora de casa e receber este prémio é uma vitória enormíssima. Para nós foi como se fosse nos tivéssemos dado o primeiro lugar.

 

MD - O Minho Digital sabe que os Metáfora vão participar no festival de renome nacional, Laurus Nobilis Music a 23 de Julho. Sentem, de alguma forma, uma responsabilidade acrescida sabendo que vão partilhar palco com pessoas do mundo da música tais como Aurea, Bloco do Caos e os The Citizens?

M - É uma responsabilidade que assumimos com orgulho e retribuiremos com aquilo que melhor sabemos fazer. Mas sim, deixa-nos com um nervoso miudinho.

 

MD - Na página oficial de facebook, os Metáfora publicam vários vídeos de concertos e gravações de algumas músicas. Este meio permite-vos estar mais próximo dos vossos fãs e torna também possível acompanhar a vossa agenda. Já têm muitos eventos programados para os próximos meses?

M - As redes sociais, nomeadamente o Facebook, permite-nos estar sempre “em cima do acontecimento”. É uma ferramenta fantástica. Temos os nossos ases na manga, basta estarem atentos que a seu tempo desvelaremos…

 

MD - Até onde querem chegar os Metáfora? Qual é a meta que ainda vos falta cumprir?

M - Os Metáfora querem apenas mostrar que ainda há preocupação em fazer boa música e em português. Letras com conteúdo, melodias trabalhadas mas chamativas e batidas arrojadas.

Deixamo-nos ir com a corrente até ela onde nos levar…

 

Voz- Nuno Fernandes

Baixo - André Coelho

Teclados - Nuno Marques

Bateria - Miguel Serra

 Guitarra -  António Sérgio e  João Pedro Seixo