Onde está o Ministério Público?

Jorge Melo

Jorge V.E.R. de Melo

Consultor de Comunicação

Onde se encontra o Ministério Público para impor alguma ordem nesta sucessão de agressões?

Reparem, o comum cidadão compra uma habitação, de repente surgem uns políticos benfeitores e amigos do ambiente, disfarçados numa sociedade S.A que resolve simplesmente destruir a sua casa com algumas dezenas de anos, porque não gostam dela! Pronto!

É de salientar que a casa está construída de forma totalmente legal tendo sido inclusivamente proposta aquela altura do edifício pela própria Câmara que agora alega ser uma aberração. Negócios…

Estamos a presenciar mais uma aplicação ingénua da democracia. À custa desta palavra constroem-se leis que autorizam a pena de morte ou a imposição de uma certa religião acompanhada dos respetivos fanatismos, etc.

Cá em Portugal, mais propriamente em Viana do Castelo, a tal democracia esqueceu os Direitos do Homem, esqueceu a Constituição que a rege e atua desumanamente, expulsando idosos das suas próprias casas acompanhados de uma indemnização altamente irracional ou da troca de um Ferrari por um Skate (figurativo).

Colocando as pessoas em “stress” e com a ajuda de ameaças permanentes, acabam por obrigar os proprietários a ceder, aceitando por exaustão, as ofertas mais disparatadas. Tratando-se de pessoas idosas, a situação ainda se torna mais desviada da justiça e da verdadeira democracia.

Os Senhores políticos estão a trabalhar muito apressadamente para o precipício que infelizmente acabará com eles. Dizemos infelizmente porque provavelmente depois disto não virá nada melhor.

Como devem calcular, estamos a recordar o famigerado caso da Viana Polis com os moradores do Edifício Jardim, (Prédio Coutinho) em Viana do Castelo.

Agora deram um prazo até ao fim do mês de Janeiro de 2018 para os pobres moradores saírem do edifício. Tenham ou não para onde ir viver, tenham ou não condições para sobreviver a todo este “stress”.

A verdade é que a Câmara por intermédio da Viana Polis, (Sociedade Para O Desenvolvimento do Programa Polis em Viana do Castelo S.A), está com imensa urgência em destruir um prédio exemplarmente construído para no mesmo espaço erguer um mercado que provavelmente não terá condições de funcionamento.

Aqueles arruamentos não propiciam a ergonomia necessária para a articulação das viaturas que o reabastecerão. Imaginem os camiões TIR a fazerem manobras naquelas ruas estreitas e o lixo que deixarão bem no centro da cidade.

Sejamos coerentes! Se o problema é a altura do edifício, porque não a diminuem em lugar de o destruir?

Se realmente querem construir um novo mercado, porque não o fazem de forma mais funcional em qualquer terreno da Câmara na periferia da cidade à semelhança do que é feito por esse mundo fora?

Tudo isso ficaria muito mais económico e bem mais racional para o simples cidadão compreender essa história da aberração.

Claro que sabemos de longa data que os gostos não se discutem, mas o pagamento da fatura dói muito no bolso e no coração de qualquer português.

Não esqueçamos a crise económica que a vossa má gestão, com disparates como estes e outros ainda piores, provocou a todos nós. Só agora começamos a vislumbrar uma possível solução.

Fica aqui a pergunta:

- O que será mais ecológico? Deixar o prédio como está ou provocar todo o desperdício de material em ótimo estado que se irá transformar em doentio pó e lixo?

Autor:

Jorge Melo
Jorge Melo
Janeiro 12, 2018