Oito presidentes de junta eleitos pela primeira vez nos Arcos de Valdevez

As eleições autárquicas assinalaram, ao todo, a eleição, em estreia, de oito presidentes de junta, no concelho de Arcos de Valdevez. Mas este número até pode subir para nove, caso José de Brito Oliveira, à frente do movimento ‘Todos pela Miranda’, ganhe as eleições que vão ser repetidas nesta freguesia, depois de as listas concorrentes (PSD e o referido grupo de cidadãos) terem empatado no passado dia 1 de outubro.

Foram eleitos, pela primeira vez, como presidentes de junta Bernardete Fernandes (Gavieira), Isabel Vieira (Grade/Carralcova), Maria de Jesus Leite (Gondoriz), Marília Raquel Gomes (Monte Redondo), Miguel Galvão (Senharei), João Manuel Amorim (Rio Frio), Albino Ferrão (Paçô) e Horácio Cerqueira (S. Jorge/Ermelo). Dos oito estreantes, apenas o último não foi eleito nas listas do PSD, tendo encabeçado o ‘Movimento Independente de S. Jorge e Ermelo’.

Já Manuel Barreira da Costa, em Soajo, e João Alves Oliveira, em Jolda Madalena/Rio Cabrão, ambos do PSD, regressam ao poder depois de não terem ido a votos há quatro anos devido à Lei de limitação de mandatos.

Apesar deste duplo regresso às lides políticas, há na contabilidade geral algum rejuvenescimento nas freguesias, sendo que, na maioria dos casos, a renovação de caras foi feita por imposição legal.

Por terem cumprido três mandatos consecutivos (de 2005 a 2017), José Lourenço (Monte Redondo), Fernando Vieira (Senharei), Américo do Pio (Gavieira) e Armando Barreiro (Gondoriz) ficaram impedidos de encabeçar recandidaturas às respetivas autarquias.

 

Albino FerrãoHorácio CerqueiraMiguel Galvão

João Manuel AmorimIsabel VieiraMarília Raquel Gomes

Mais mulheres presidentes de junta

No universo dos presidentes de junta eleitos nas autárquicas de 1 de outubro, apenas sete são mulheres, ainda assim, mais três do que em 2013, altura em que, pela primeira vez, foram empossados 36 presidentes (em vez dos 51 anteriores), fruto da reforma territorial autárquica que “extinguiu” administrativamente 15 freguesias.

Às repetentes Carla Rodrigues (Ázere), Glória Alves (Souto/Tabaçô) e Susana Amorim (Padroso), juntam-se as novatas Marília Raquel Gomes, Maria de Jesus Leite, Bernardete Fernandes e Isabel Vieira. Das quatro mulheres eleitas, pela primeira vez, há quatro anos, somente Cindy Loureiro está de saída da presidência, visto que, por vontade própria, recusou encabeçar a lista candidatada pelo PSD à Junta de Paçô.

Apesar do aumento de representatividade das mulheres, o domínio do género masculino continua a ser avassalador. Dos 35 presidentes de junta que estas eleições autárquicas apuraram (falta ainda eleger o de Miranda, depois do empate ocorrido no passado dia 1 de outubro), 28 são homens e, dos 108 lugares executivos a distribuir, perto de oitenta serão pertença de indivíduos do sexo masculino, sobrando uma minoria de mandatos a cumprir por mulheres.

De referir que, das sete mulheres presidentes de junta, só Susana Amorim não foi a votos em listas do PSD, tendo encabeçado a lista do movimento “Unidos por Padroso”.