Nova centralidade científica nasce em Paredes de Coura pela Conservação e Gestão das Espécies

Cerca de 40 investigadores estão reunidos em Paredes de Coura, mais propriamente no Centro de Educação e Interpretação Ambiental (CEIA), da Paisagem Protegida de Corno do Bico, no âmbito da reunião anual do CONGEN, grupo de investigação para a Conservação e Gestão de Espécies, Populações e Ecossistemas.

Ao longo de dois dias, este grupo de investigadores aproveita as excelentes condições logísticas proporcionadas pelo Município para a primeira reunião anual: “Somos diferentes na forma de pensar, caminhar, sentir e investir. Na nossa Câmara Municipal acudimos a tudo, como tem de ser numa altura de crise económica. Mas existem três áreas em que concentramos todas as nossas forças e todo o nosso investimento: emprego, cultura e educação”, explicou o autarca Vitor Paulo Pereira, ao receber os investigadores.

“Educação é conhecimento. Por isso é que temos esta parceria com o CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, da Universidade do Porto, porque queremos que a nossa terra seja um laboratório de investigação e aprendizagem. Queremos estruturar com o CIBIO um programa que já começou nos retiros, férias e residências científicas, com objetivo de criar uma nova centralidade científica em Paredes de Coura, uma vez que o Centro de Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida do Corno de Bico tem ótimas condições para que isso seja possível”, acrescentou.

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Já Paulo Célio Alves, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e investigador do CIBIO, enalteceu as condições facultadas e que serão “aproveitadas por todos os elementos deste grupo de investigadores para realizar a sua primeira reunião anual, num fantástico ambiente de trabalho, onde serão discutidas as atividades presentes e direções para os próximos anos”.

Recorde-se que na linha de ação do grupo CONGEN está a conservação e gestão de espécies, populações e ecossistemas. Pelo que para alcançar esses objetivos “são desenvolvidas atividades em investigação, ações aplicadas de conservação e atividades de divulgação sobre a conservação de animais terrestres”, explicou o investigador.

O CIBIO, centro de investigação da Universidade do Porto, tem desenvolvido atividades em vários áreas, nomeadamente em Biologia Evolutiva, Ecologia, Biogeografia, Conservação e disseminação do conhecimento em Biodiversidade.