Monte de Sta. Luzia ‘incendeia’ as redes sociais

Nas redes sociais não param as críticas sobre as alterações que o Minho Digital anunciou em primeira mão e que tem a ver com a ‘implantação’ de umas estacas em ferro em redor do Templo de Sta. Luzia. A iniciativa foi da Confraria de Sta. Luzia. Resta saber se a Câmara Municipal aprovou o licenciamento ...

Fotos: Joca fotógrafos

Na verdade, além de inestéticas e de impedir o estacionamento e dificultar o trânsito local, quem quiser levar os pais ou outros familiares de reduzida mobilidade não tem como, porque o trajecto a efectuar entre o ponto de estacionamento e a Igreja é longo. Aliás, não há onde estacionar com a concentração dos autocarros. Ainda no passado fim de semana se assistiu a uma constante confusão de autocarros que ora subiam ora desciam o monte e, a agravar, o funicular esteve sem funcionar. No sábado isso ficou evidente com a chegada de 42 autocarros vindos da zona de Castro D' Aire, e nem as diligências de 2 agentes da PSP conseguiram evitar o caos e que alguns deles acabassem por abandonar o local, enquanto as pessoas vindas noutros se recusaram a sair dado que a maior parte eram pessoas de idade. É um facto que há, por trás do Templo, um parque de estacionamento mas, convém recordar, o mesmo é muito limitado, a ponto de só poder permitir a paragem de cerca de 20 automóveis - e o problema agrava-se, naturalmente, para autocarros. Outro factor a ter em conta é que com o funcionamento do restaurante panorâmico a ser erguido no Jardim das Tílias, sob a responsabilidade da Confraria, em frente ao funicular, não se vislumbra onde se possa estacionar. A não ser que esteja previsto esventrar o monte e criar um parque subterrâneo! A pagar, claro!... Será isto que se pretende a médio prazo com as dificuldades criadas com a colocação das estacas, algumas delas já tortas face a 'toques' entretanto ocorridos por parte de viaturas? Alguém acredita que o dito restaurante, o bar pré-fabricado ali instalado ou o Bar Montanha possam ter clientes, principalmente no inverno, com o parque existente e mais perto da Pousada de Sta. Luzia?

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                Uma ideia 'peregrina'!...

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As queixas acabam por abordar outras situações, chamando a atenção para o facto de não existir nenhuma indicação sobre o funicular a quem chega pela passagem subterrânea do Horto. Os viajantes chegam ao jardim de S. António e não sabem por onde seguir. Aliás, também devia haver uma indicação sobre as 2 possibilidades (escadório/funicular) na bifurcação deste jardim com a Rua Tiago de Almeida/Ernesto Roma/Calçada de Valverde.

 

A  entrada poente da passagem sob o viaduto (junto ao portão da Caridade, Largo Trindade Coelho) também é abordada. Há quem defenda que deveria ser colocada informação com as opções a que o mesmo dá acesso: Hospital, Cemitério, Funicular, St Luzia e Mercado. «Os turistas não compreendem que uma via que se abre para leste seja, depois, acesso a poente. Esta situação, desagradável e de falta de educação para com as pessoas que a cidade recebe origina que muitas pessoas, frequentemente, estejam a fazer salamaleques e perplexas para quem está do outro lado a olhar para a via férrea. Já assisti a uma família estrangeira, com 4 crianças, a saltarem os muros da via férrea e a desembocarem na faixa de rodagem da Av. 25 de Abril. Outros, desistem e viram para trás».

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Manobras de autocarros e automóveis em Sta. Luzia dão nisto!...

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Em consequência dos 'toques', o piso também começa a levantar

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Acham que dois autocarros conseguem cruzar-se?!!!

Para quem quer ir para S. Luzia de automóvel também tem estado difícil porque a placa de sinalização, na Av. 25 de Abril, antes da rotunda do Hospital está coberta pelos ramos de um cedro que precisam de ser aparados (não é deitá-lo abaixo). Assim, ao fim de semana, é aqui um corrupio de carros e autocarros a subirem a Calçada de Valverde e, depois, a inverterem a marcha.

 

Uma outra pessoa alega que «não me parece que seja uma maneira de atrair visitantes criar-lhes obstáculos e, desde que vim para aqui morar, há 22 anos, que insisto nestes pormenores que facilitam a vida de todos».

Também se solicita a colocação de retrovisores no «horrível cruzamento (não tem nenhuma visibilidade, feito a esquadria sem nenhuma truncagem) da R. Nova de S. Bento com a R. Pedro Homem de Melo quando esta abriu».

 

«Esta cidade é tão saudável que não há nenhuma placa a informar Cemitério? Também é frequente encontrar pessoas às voltas de carro a tentarem chegar a horas de um funeral. Acho que esta omissão é a única no país. Terá a Câmara vergonha dos munícipes falecidos?» - pode ler-se noutro comentário.