Eu como o José Rego vim 3

Pau 4

Pau 3

Pau 2

 

Como manda a tradição, em Longos Vales, para anunciar a proximidade das festas do Padroeiro, uma vez mais no passaso dia 14 se levantou o Pau.

Por norma, o pau é levantado quinze dias antes da festa. Porém, devido às festividades concelhias do Corpo de Deus e Coca, o levantamento foi adiado oito dias.

Como já vem sendo hábito, cada quadra (conjunto de lugares da freguesia, responsável por organizar e suportar as despesas da festa), gosta de marcar a diferença para que faça melhor que a quadra anterior. São os despiques que mantêm esta tradição viva e com cada vez mais rivalidade entre quadras.

Antes de chegar o pau, que este ano media 25 metros de altura, chega a carrinha do altifalante, depois os bombos, e um pequeno cortejo. Desde o debulhar do milho, o regar o milho, malhar o centeio, o feirante (com carneiro, galos, coelhos entre outros animais), os viticultores, ainda espaço para as sardinhas e fêveras assadas, típicas dos santos populares até por fim as ofertas são leiloadas no final do levantamento ao som das mulheres a cantar o “São João”.

Este ano, uma vez mais, a tradição cumpriu-se. Chegou o momento do pau ao Mosteiro de Longos Vales, já muito para lá das 16 horas, devido à chuva que teimava em não dar tréguas; mas quando o pau chegou ao Mosteiro, São João, parecia ter intervindo junto de São Pedro e o tempo acalmou.

Meia hora chegou para colocar a bandeira e o galo na ponta do pau, entrelaçar as 4 cordas e começar a levantar o pau, com força humana.

Bem visível, é o numero de aficionados que vai amentando de ano para ano, numa tradição que caracteriza esta festa. Agora, vêm os arraiais e a parte religiosa nos dias 23 e 24 e, mais tarde, no dia 12 de Agosto como agradecimento aos emigrantes pelo contributo dado para a festa.

O pau, fica até dia 31 de Dezembro, altura em que é cortado para entregar o testemunho à quadra seguinte.