Faltaram argumentos para salvar o balcão da CGD na Senhora da Agonia?

É estranho, até porque argumentos nunca faltaram.

A questão do encerramento do balcão da CGD na Senhora da Agonia (Monserrate) remete para as conclusões do plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, aprovado em Bruxelas, e que previa o encerramento de diversos balcões por todo o país. Nesse sentido, veio a público uma primeira lista de balcões a encerrar e onde constavam dois balcões no distrito de Viana do Castelo: Senhora da Agonia (Monserrate) e Vila Praia de Âncora.

Nesse sentido, a meados do mês de março, em Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Viana do Castelo, foi aprovada por unanimidade uma moção que previa a defesa do balcão da Senhora da Agonia (Monserrate) e dos interesses dos imensos Vianenses que todos os dias acorrem a este balcão do banco público.

Agora, na lista definitiva trazida a público, verifica-se que o balcão de Vila Praia de Âncora foi removido da lista de balcões a encerrar, lista essa onde se mantém o balcão da Senhora da Agonia (Monserrate). O PSD lamenta que, ao contrário do que aconteceu no concelho de Caminha, onde a Câmara local reuniu com responsáveis da Caixa Geral de Depósitos e conseguiu travar o encerramento do balcão de Vila Praia de Âncora, a Câmara de Viana do Castelo nada tenha feito no sentido de tentar salvaguardar a continuidade das operações neste importante balcão da Caixa Geral de Depósitos na cidade. Serve ainda de agravante o facto de recentemente ter já sido encerrado o balcão da Meadela, o que deixa Viana do Castelo numa situação claramente deficitária em relação aos serviços a que o banco público deve prestar aos seus cidadãos.

 

Viana do Castelo merece ser servida condignamente pela Caixa Geral de Depósitos

Se, por um lado, o balcão da Avenida está já há muito acima dos seus limites operacionais, o anunciado encerramento do balcão da Senhora da Agonia vem piorar este cenário. O balcão da CGD na Senhora da Agonia (Monserrate) detém uma importância impar no acesso dos cidadãos à instituição bancária pública na cidade de Viana do Castelo, permite um serviço de proximidade que deve ser o baluarte do serviço público e é, também, um balcão muito usado por comerciantes locais e pela população idosa, para além de nele se centrar um volume de negócios considerável. Além disso, pela facilidade de estacionamento na zona envolvente, este balcão permite um acesso rápido e eficaz e que contribuiu para desanuviar da afluência ao balcão da Avenida e, jamais esquecer, é o garante de posto de trabalho a diversos funcionários.

Os argumentos eram muitos, mas foram aparentemente insuficientes para que o executivo de Viana do Castelo fizesse valer a sua posição.