Escola Secundária de Arcos de Valdevez escala 91 posições na lista geral

A Escola Secundária de Arcos de Valdevez (ESAV) ascendeu 91 posições no ranking nacional das escolas de 2017, situando-se, agora, nos primeiros duzentos lugares da listagem, em resultado da superior classificação obtida pelos alunos nos exames do secundário no ano em referência.

Segunda a lista ordenada pelo DN, a ESAV surge na posição 193, bastante melhor do que a classificação alcançada no ano passado, em que ficou no lugar 284 da hierarquia. Esta ascensão explica-se pelo facto de a média das provas realizadas, na ESAV, ter passado de, sensivelmente, 10,7 (em 2016) para 11,14 valores (em 2017).

Apenas uma instituição sediada no distrito de Viana do Castelo aparece no top 100 nacional: o privado Colégio do Minho (na posição 63, ainda assim, 17 lugares abaixo em relação a 2016). A Escola Secundária de Monserrate, na posição 123, e a Escola Secundária de Ponte de Lima, logo a seguir, completam o pódio distrital. A ESAV é a sétima escola mais bem posicionada a nível distrital, com os já referidos 11,14 valores de média de classificações em exame (registo inferior 2,17 valores em relação à avaliação interna, que se cifrou em 13,31 valores).

A privada Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa) lidera o ranking nacional, com uma média de 15,68 de classificação em exame (praticamente o mesmo que a avaliação interna, que foi de 15,71 valores). Mas, muito para além disso, os primeiros 32 lugares da lista são todos ocupados por escolas privadas. A primeira entre as públicas é a Escola Secundária Garcia de Orta (Porto), justamente na posição 33, com 12,91 de média nos exames nacionais.  

 Escola Secundária de Arcos de Valdevez

Conclusões

Desde 2007 que não há escolas do Estado no top 10 da lista e o domínio das escolas privadas é avassalador. Mas, segundo os especialistas, apesar de algumas variantes introduzidas (trajetos de sucesso, por exemplo), o ranking é muito redutor e lacunar, já que o mesmo não correlaciona o ponto de chegada com o ponto de partida dos alunos nem sequer afere o contexto socioeconómico da população escolar. E, como sublinha o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, “obviamente que as escolas públicas e privadas são realidades que não podem ser comparadas”.

Seja como for, do estudo feito pelo DN, resultam três importantes conclusões: a qualidade do projeto educativo, assim como das instalações, dos recursos e do quadro docente, sem dúvida que interfere com os resultados; a disparidade existente entre avaliação interna e avaliação de exame é notória em muitas escolas; e a opção entre o “truque” de eliminar alunos para o exame ou de sacrificar a excelência para “salvar” um grande contingente de alunos faz toda a diferença, sendo, por consequência, bastante enganador o alinhamento final das escolas.

Uma nota final: o ranking que o MD cita foi elaborado pelo DN com base na média, escola a escola, dos resultados obtidos pelos alunos do ensino público e privado nos exames nacionais do secundário. Somente foram consideradas as provas realizadas na primeira fase dos exames nacionais por alunos internos, ou seja, que frequentaram a escola no ano letivo 2016/2017.