Escola de infantes e cadetes arranca este mês para acautelar futuro da Associação Humanitária de Arcos de Valdevez

Uma escola de infantes e cadetes vai começar a funcionar este mês de fevereiro na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez (AHBVAV). Esta fornada de alunos, dos seis aos 17 anos, visa salvaguardar o futuro da corporação arcuense.

A escola, denominada de “Pinguinhas”, será orientada pelo comandante Filipe Guimarães e pela equipa de bombeiros formadores, e terá como missão a promoção da instrução inicial, nas áreas de proteção e socorro, a pensar no ingresso posterior dos alunos na carreira de bombeiro, ao mesmo tempo que se fomentam preciosos “valores morais e éticos”.

Como o comandante não se cansa de referir, “as crianças e os jovens são o melhor veículo de informação no contexto familiar” e um elo entre as “famílias e a corporação arcuense”, pelo que o trabalho dos formadores passará, fundamentalmente, por incutir nos alunos o “bichinho da profissão de bombeiro”.

Segundo a página de promoção da escola, “são metas a atingir […] a solidariedade, a tolerância e a entreajuda, sem exclusões nem omissões”, para “fortalecimento da amizade e adoção de atitudes positivas e dinâmicas” nos futuros formandos, que a AHBVAV está a recrutar através do sugestivo lema “quando for grande, quero ser bombeiro”, condição prévia para abraçar mais tarde, de corpo e alma, a famosa divisa “vida por vida”.

Para além da vertente comportamental e técnico-pedagógica, com incidência nas relações interpessoais, trabalho de preparação física, organização de bombeiros, socorrismo, incêndios, agentes extintores, entre outros conteúdos programáticos, os aspirantes a bombeiro participarão em formaturas relacionadas com cerimónias oficiais, assim como nas atividades do dia da unidade, incluindo campanhas de defesa e prevenção da natureza e do ambiente.

A escola “Pinguinhas”, que já conta com uma dezena de inscritos, funcionará aos sábados entre as 10.00 e as 12.00 no quartel da AHBVAV. Os equipamentos de proteção individual (fardamento completo) dos alunos serão custeados pelos pais, enquanto a prestimosa Associação Humanitária suporta a despesa relativa ao seguro da atividade.