Editorial

De uma forma emblemática e confrangedora, evidenciam-se os meandros nebulosos de quem culpa de todos os males os autarcas que antes tinham as rédeas políticas, enquanto outros se atiram às alegadas elites de Lisboa. Antes se afirmassem com uma postura e credibilidade que em tempos reivindicavam para se diferenciarem, publicamente como convinha, num palco com pose estudada e voz colocada em plateias inebriadas perante o seu ‘pastor’!...

Esquecem que o poder é efémero e, não raras vezes, traz consigo ‘tiradas’ demagógicas e populistas, mas com prazo de validade, fictícias para encobrir outros males ou ambições desmedidas, inúteis, ocas, panfletárias, numa indigente falta de argumentos e cultura democrática na fronteira da imbecilidade, mas também da  senilidade e vaidade doentia e incontinente.

À espera do seu momento de glória televisiva, são os ‘emplastros’ políticos que temos e, também por isso, se entende por chegada a hora de uma profunda reflexão sobre a necessidade da refundação do Sistema que temos!...