Deficiências acústicas condicionam utilização do Centro de Exposições de Arcos de Valdevez

O Centro de Formação e Exposições de Arcos de Valdevez (em Passos, Guilhadeses) apresenta deficiências de conceção acústica, impedindo a realização de diversas iniciativas desde que o equipamento entrou em funcionamento. Mas há atividades que são efetuadas em espaço aberto, e não no Centro de Exposições, por opção das respetivas organizações.

A vereadora Dora Brandão, em recente reunião de Câmara, interpelou o edil João Manuel Esteves acerca da reduzida utilização desta infraestrutura, que foi cofinanciada pela União Europeia. “É um espaço de excelência, sei o tempo que a Câmara Municipal e a ACIAB tiveram de dedicar para se conseguir o investimento daquela grandeza, mas o nível de dinamização ligada ao pequeno comércio e à indústria está aquém da importância do espaço”, constatou a eleita nas listas do PS.

Na resposta, o presidente do Município admitiu o “problema de acústica” existente no Centro de Exposições como a razão impeditiva para um maior uso do equipamento e comprometeu-se a fazer “uma correção acústica”, por “valores aceitáveis”, para que seja “possível, futuramente, organizar, nesse espaço, muito mais ações e iniciativas culturais, incluindo espetáculos de música”.

Apesar de as condições acústicas não serem as melhores, desde 2015 que o recinto recebe o Festival Sénior, uma das raras organizações municipais lá realizadas, no caso em parceria com as várias instituições particulares de solidariedade social de Arcos de Valdevez. “O Festival [que não ocorreu este ano devido às eleições autárquicas] tem tido uma grande aceitação, mas os problemas de som são bem conhecidos”, reconhece João Manuel Esteves.

Sem protocolos de cedência direta, o Centro de Exposições é aproveitado, esporadicamente, para o desenvolvimento de certas atividades, designadamente exposições (Expovez, por exemplo) e festas solicitadas por instituições como “Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez”, “CRAV”, “Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez” e “unidades fabris”, especifica o presidente do executivo.

À parte as obras de retificação acústica, João Manuel Esteves vaticina que, no futuro, muitas das organizações vão continuar a decorrer em espaço aberto, assim haja condições climatéricas favoráveis para esse efeito.