A DEFICIÊNCIA DOS NOSSOS BULES DE CHÁ

Joaquim Letria

Joaquim Letria

Gosto muito de chá, seja com leite à inglesa, negro à indiana, de jasmim à chinesa, ou com limão à russa. Todavia, em restaurantes, cafés, pastelarias ou snack-bares  portugueses só bebo café ou café com leite, desde o expresso à meia de leite ou ao galão, passando pelo café granulado com gelo ou um bom mazagrin.

Portugal tem um óptimo café, seja ele  robusta ou arábico,  de  Timor ou São  Tomé. Mesmo o importado da Colômbia é excelente. Mas o meu afastamento público do chá tem a ver com a razão de queixa que tenho da tecnologia dos pequenos bules metálicos com que servem a apreciada infusão. 

Há 50 anos que fomos à lua mas de bules de chá não percebemos nada e ainda hoje não conseguimos fazer um bule que não verta onde não deve. Nem aproveitando a velha e bonita prática do samovar… imperdoável!

Se as cafeteiras são bem desenhadas e concebidas com elegância e eficácia, por que raio não sabemos fazer o mesmo para o chá!? Pelo menos, copiando…

Há gente a reparar em tudo e não estranharia se houvesse muito boa gente que atendendo aos pequenos pormenores, que erradamente se pensa que não contam, me considerassem e me acusassem de ser um traidor do Earl’s Grey ou do Simpson Morning Tea, dos quais continuo a ser fiel admirador e compulsivo consumidor.

Há sempre quem aprecie estas futilidades e goste mais de se perder nestas minudências do que gastar o seu tempo em opiniões de substância que podem ser lidas em tudo o que é sítio. Por essa razão, perco-me nestas historietas e reflexões que me atrevo a deixar à vossa respeitável consideração, sem que vos mace com temáticas de diversas problemáticas, como dizem e fazem os opinativos de serviço.

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Joaquim Letria

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