CER promove visita guiada sobre a talha e arquitetura de André Soares em Viana do Castelo

Amanhã, (sábado), o Centro de Estudos Regionais promove uma visita guiada às obras de André Soares em Viana do Castelo. O percurso pedestre ligará a Igreja de Nossa Senhora d’Agonia, onde tem início a visita, às 15.00 horas, a Igreja de S. Domingos e a Capela das Malheiras. A visita é guiada por Eduardo Pires de Oliveira, reconhecido especialista na obra de André Soares e do Barroco. A iniciativa encerra o Curso “André Soares e o Barroco no Alto Minho”, integrado no VII Ciclo de Estudos do Centro de Estudos Regionais, intitulado "Arte, da criação à fruição", que decorre até Junho de 2016.

 

Eduardo Pires de Oliveira é doutorado em História de Arte na Universidade do Porto sob o tema “André Soares e o rococó do Minho”. Investigador integrado do ARTIS/Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, recebeu o Prémio José de Figueiredo (Academia Nacional de Belas Artes), em 1994, e é autor de cerca de 180 livros, artigos e comunicações em congressos em Portugal, Brasil e Espanha sobre o Património Cultural Minhoto e sobre a Diáspora da Arte Minhota Barroca e Rococó pelo mundo, com especial relevo em Minas Gerais.

 

André Soares (1720-1769) foi um dos poucos vultos da História de Arte portuguesa que teve uma dimensão europeia. As mais recentes Histórias de Arte editadas fora do país tem-lhe dedicado alguma atenção, embora a sua obra ainda não tenha merecido a devida divulgação internacional. Como era corrente na época, oscilou entre o rococó e o tardobarroco. Os seus trabalhos estão disseminados um pouco por todo o Entre Douro-e-Minho: Braga, Viana do Castelo, Guimarães, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, etc. André Soares é, no dizer de Robert Smith, “o grande poeta do granito e virtuoso do castanho dourado”.

A participação é gratuita e não carece de inscrição.

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Arte pré-histórica em Santa Luzia

 Entretanto, no dia de ontem, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas, Ana Bettencourt apresentou a comunicação com o título “Arte Pré-histórica na serra de Santa Luzia: dos gestos às interpretações”, no âmbito do ciclo de estudos “Arte, da criação à fruição”, promovido pelo Centro de Estudos Regionais e sua Academia Sénior.

 

Ana Bettencourt, natural de Angra do Heroísmo (Açores), é licenciada em História (variante Arqueologia), pela Universidade de Coimbra, mestre em Antropologia (opção Paleoantropologia, pela Universidade de Bordeús, enquanto bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian), doutorada em Arqueologia e História da Antiguidade, pela Universidade do Minho, e Agregada em Arqueologia Pré-histórica pela Universidade do Porto. É docente no Departamento de História da Universidade do Minho. As suas áreas de investigação relacionam-se com a Pré-história da Península Ibérica, tendo trabalhado temas associados aos contextos e práticas funerárias, metalurgia, arte rupestre e arqueologia e turismo. Foi investigadora responsável por vários projetos coletivos, subsidiados por fundos comunitários através da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Participa, regularmente, em congressos nacionais e estrangeiros e tem vasta obra publicada, entre livros, capítulos de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais.