CENFIM de Arcos de Valdevez certifica mais noventa formandos para colocar no mercado de trabalho

O Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (CENFIM) de Arcos de Valdevez certificou noventa adultos que concluíram recentemente cursos de qualificação profissional. Na sessão pública de entrega dos diplomas, à qual nem todos puderem comparecer, no passado dia 16 de fevereiro, o diretor dos núcleos de Arcos de Valdevez e da Trofa proferiu um discurso de exigência e de confiança no futuro. Mas a formação, na área da metalurgia e da metalomecânica, continua aquém das necessidades.

A acompanhar a entrega dos certificados que comprovam as aprendizagens feitas, o diretor do núcleo local lembrou que o processo de formação não tem linha de chegada, porque “a carreira profissional carece de aperfeiçoamento e de melhoria continua”, sublinhou António Luís, que gosta de elogiar a “competência”, a “disciplina”, a “organização” e o “profissionalismo” da estrutura que dirige em Guilhadeses.

Também o edil João Manuel Esteves destacou a mão-de-obra como principal trunfo de atratividade e competitividade do concelho arcuense, mais ainda do que a redução de impostos, os salários minguados ou os terrenos a preços bonificados. “A razão por que algumas empresas continuam implantadas no nosso território reside na qualidade dos nossos recursos humanos, é isso que sinaliza a grande maioria dos empresários”, sustentou o presidente da Câmara.

Formação

Corolário lógico desta relação baseada na potenciação de sinergias, o CENFIM goza de um rico histórico no meio do empresariado e, pelas possibilidades de reconversão profissional que concede, o antedito Centro de Formação, com os seus 13 núcleos, é visto como uma “janela” de oportunidade para quem desejar reorientar a sua vida e “abraçar” novos desafios.

Não por acaso, o CENFIM tem conseguido, em articulação com o IEFP e com o tecido empresarial da região, transformar cada formando num ativo muito bem capacitado para produzir em empresas como a MPV, que tem cada vez mais vocação para exportar. Pelo presidente desta empresa, especializada na mecânica de alta precisão, foi salientado que a “parceria bem-sucedida, iniciada há 16 anos, com o CENFIM, é para continuar, indo ser abertas novas candidaturas para recrutamento [na MPV]”, adiantou Manuel Silva.

Dos muitos indicadores que atestam o inegável peso da indústria metalomecânica na economia nacional, basta realçar que este setor representa mais de 30% do valor acrescentado das exportações; equivale a 18% do PIB; emprega 200 mil pessoas; tem um rácio de empregabilidade superior a 90% e engloba, desde 2013, mais de 14 mil formandos por ano.

Formação

Mas, a despeito do crescimento sustentado no setor da formação, há escassez de recursos humanos. A procura de mão-de-obra especializada na região norte é muito grande e a verdade é que não existem recursos suficientes nos ramos da metalurgia e da metalomecânica, principalmente no que se refere a soldadores, serralheiros e operadores de máquinas.

Neste contexto, além dos cursos de Serralheiro Mecânico e Soldadura, as ações certificadas nesta sessão de entrega de diplomas foram as de Técnico de Manutenção Industrial, Maquinação e Programação, Tecnologia e Maquinação – CNC, Tecnologia e Mecatrónica, Tecnologia Mecânica, Soldadura TIG, CAD – 3D, Fresagem CNC e Soldadura MAG – FF.

No fim, entre formadores, coordenadores pedagógicos, colaboradores, empregadores e autarcas, sobrou a conclusão de que os recém-diplomados possuem as “ferramentas” necessárias (técnicas, socioprofissionais e vocacionais) para darem retorno a quem neles investir.

 

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