Candidatos da CDU reuniram com presidente do Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez

O candidato à Presidência da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez da CDU, Filipe Faro, e o 1.º candidato à Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, Romão Araújo, reuniram com o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, Germano Amorim.

 

Foi abordada, nesta reunião, a temática do Ordenamento do Território que «é por primeira instância o principal problema do nosso país», afirmam os candidatos. «Este problema é fruto do centralismo administrativo dos sucessivos Governos, e por muitas vezes esse centralismo servir de desculpa para que não se proceda localmente, e em respeito às autarquias, a um melhor Ordenamento do Território que permita além de uma melhor gestão económica, uma melhor prevenção de incêndios, e um combate mais eficaz a esses últimos».

 

No entender dos comunistas, «a prevenção de incêndios não se resume a ter meios para o combater, obriga, e no essencial, a um trabalho árduo entre autarquias, bombeiros, responsáveis pela gestão do território (Baldios e outros), e populações, de modo a permitir uma planificação cuidada e interligada entre ambos». Para eles torna-se «essencial que a Proteção Civil e as Corporações de Bombeiros façam um trabalho conjunto de plano de acessos a zonas florestais, com inspeções ao longo do ano para levantamento e identificação de locais de risco, bem como da necessidade da manutenção dos acessos, da criação de pontos de água e proteção dos meios de comunicação de forma a que se proceda às alterações necessárias para evitar os incêndios florestais que massacram a nossa floresta, a sua fauna e a sua flora, além dos prejuízos económicos daí advindos». Os candidatos, que foram recebidos pelo presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários, entendem que, no entanto, «partem também das populações muitas dessas ações de prevenção, e dos meios que as autarquias estão dispostas a disponibilizar a essas populações (com o adequado aconselhamento técnico), ou a bater-se junto do Governo Central para que este se disponibilize com os procedimentos legais necessários à descentralização de competências, acrescidas das verbas adequadas a essa descentralização para que as autarquias e freguesias possam desenvolver um correto plano de Ordenamento com participação da Proteção Civil e das Corporações de Bombeiros, com menos burocracia e maior agilidade entre Centros de Comandos Distritais e Locais, permitindo um alargamento a mais Soldados da Paz profissionais e remunerações condignas, bem como a formação especializada de mais Equipas de Intervenção Permanente (EIP)».

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Afirmam, ainda, que em Arcos de Valdevez vivemos todos os anos o flagelo dos incêndios, e há com certeza muito por fazer em prol da prevenção de incêndios no concelho e do adequado combate e «sem prejuízo dos progressos que têm sido feitos, temos, no entanto, o dever de contribuir para melhorar a prevenção e o combate, e isso passa por várias questões, algumas delas reclamadas pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez (AHBVAV) para melhorar os seus serviços aos cidadãos e a sua capacidade de resposta às necessidades da população e território Arcuense, levando em conta que 70% da área do nosso Concelho é florestal».

No comunicado enviado ao MD acrescentam que «haverá com certeza diversas medidas que aqui não serão enunciadas, mas deixaria algumas soluções, propostas e questões que julgamos pertinentes».

Mas sempre vão adiantando que «uma das propostas seria um pedido à população que ajude a identificar locais de risco, pois é a população a primeira a ver os locais de risco que não chegam muitas vezes às entidades competentes» e que «outra seria que a Câmara requeresse à ANPC (dividindo a despesa entre ambas) a constituição de mais três EIP de forma a que Arcos de Valdevez tivesse uma equipa especializada em área urbana, outra em área rural e floresta, e outra especializada em matérias e resíduos perigosos (tendo em conta às áreas industriais) sendo que neste caso os recursos atuais são absolutamente diminutos e as soluções de recurso estão em Viana do Castelo, ou até mesmo no Porto, além de aumentar o número de profissionais do qual o concelho beneficiaria».

 

Filipe Faro e Romão Araújo sustentam que além destes aspetos, «devemos ter em conta que o parque de viaturas da AHBVAV está envelhecido, e pensar também na necessidade da renovação continua de equipamentos de proteção individual dos Soldados da Paz Arcuenses, aspetos que poderiam ser resolvidos com maior disponibilidade financeira dos montantes estatais que a Câmara recebe para a Proteção Civil, dos quais apenas cerca de 5 % (ao que foi possível apurar) são atribuídos à AHBVAV». Considerando esta distribuição diminuta «estando esta habitualmente na primeira linha de socorro aos Arcuenses, e por tal merecesse provavelmente um pouco mais, quer para melhor poder corresponder às necessidades da população em situações de urgência, quer para promover uma melhor prevenção de incêndios e acidentes». Sublinham que «é importante realçar que a inexistência de um plano de prevenção de acidentes industriais – aliado à ausência de meios adequados para fazer face a esta tipologia de incêndio – é uma lacuna que deverá ser ultrapassada com uma maior colaboração entre as diversas entidades competentes».

«A prevenção de incêndios e acidentes é um dever de todos, e todos devemos contribuir para essa prevenção de modo a diminuir os custos de combate que nos levam fauna, flora além de arriscar vidas humanas» - concluem.