Candidato da CDU à Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez arrasa PSD por causa da “rotatividade entre cargos de chefia”

Ao ataque. No lançamento da candidatura à Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, o independente Romão Araújo, que é novidade na arena política, criticou a “mobilidade” existente nos lugares de “chefia” entre o Município e as entidades arcuenses.

“Esta autêntica rotatividade entre cargos de chefia municipal e cargos de chefia noutras instituições leva a que as pessoas tenham a convicção de que todo o sistema está minado para que os postos de trabalho só sejam indicados a quem seja do partido político [PSD] em causa”.

Paralelamente, o advogado estagiário de 27 anos denuncia o clima de “medo” instalado na sociedade arcuense. “As pessoas dizem-nos que têm medo de se meterem na política, porque podem sofrer represálias no emprego e na sua atividade profissional”, sintoma de que o princípio basilar de um Estado de Direito ainda está por cumprir.

“A democracia não é tão-só uma figura ou uma instituição formal, tem de ter, também, um substrato económico, mas, nos Arcos de Valdevez, […] tende-se a achar, muitas vezes, que para se ter algum futuro, em termos económicos e de emprego, é preciso estar com o partido que é poder há quarenta e tal anos”.

CDU dos Arcos 'arrasa' PSD

CDU dos Arcos 'arrasa' PSD

Como o Minho Digital já havia noticiado também, Filipe Faro (37 anos) é o candidato da CDU à Câmara Municipal de Arcos de Valdevez. Avança para “contrariar a predominância da direita política em todas, ou quase todas, as áreas do nosso concelho” e, sem receios, traça metas ambiciosas.

“Espera-nos um enorme desafio na luta política pela conquista eleitoral de um vereador e pelo significativo aumento do número de membros na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia”.

“Tal só pode ser conquistado com o trabalho e a abnegação que essa tarefa hercúlea exigirá de todos os que querem mudanças no nosso concelho, para que este se torne mais inclusivo, mais progressista e mais justo para as suas populações”, conclui Filipe Faro.