Arcos de Valdevez: Área Arqueológica do Mezio-Gião vai ser valorizada com fundos europeus

A Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima – ARDAL/Porta do Mezio viu aprovado, recentemente, o seu projeto “Vozes das pedras: promoção e valorização da Área Arqueológica do Mezio-Gião”, segundo nota publicada no Programa Operacional Regional do Norte, através da Autoridade de Gestão do Norte 2020.

Ao programa de intervenção, com um investimento elegível de quase 349 mil euros, foi confiado um apoio de, sensivelmente, 297 mil euros, dinheiro proveniente dos Fundos Europeus Estruturais e do Investimento, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (Portugal 2020), patrocinado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

À Área Arqueológica está associado, por exemplo, o conjunto de rochas sinalizadas no espaço de arte rupestre do Gião, assim como o núcleo Megalítico Pré-histórico do Mezio, o qual é constituído por cerca de uma dezena de monumentos. As mamoas, elementos principais do rico legado, eram, maioritariamente, “construídas e utilizadas como locais de enterramento e de ritual no período entre os meados do quinto e o final do terceiro milénio antes de Cristo”, no decorrer do “denominado Neolítico e Calcolítico (Idade do cobre)”, segundo nota explicativa inscrita no painel colocado na referida Área.

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De referir que uma mamoa tinha como finalidade proteger o espaço funerário, além de representar, também, uma forma singular de balizar um local ritual e simbólico, de grande relevância para a comunidade.

De acordo com a ARDAL/Porta do Mezio, o projeto aprovado vai permitir “valorizar e promover as cem rochas identificadas num dos maiores santuários de arte rupestre do Noroeste Peninsular – o Gião, bem como as 11 mamoas da Área Arqueológica do Mezio.”

A antedita candidatura está integrada na tipologia “património natural e cultural”.

 

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Arcos de Valdevez com seis projetos aprovados

Com respeito ao concelho de Arcos de Valdevez, além da ARDAL/Porta do Mezio, foram, também, contemplados com programas de financiamento a Acco Brands (para desenvolvimento das capacidades de atuação), a Fases da Vida (projeto de internacionalização) e o Município de Arcos de Valdevez (Centro Interpretativo do Barroco – Igreja de Espírito Santo, recuperação da Escola Secundária Tomaz de Figueiredo e reabilitação da cobertura da Escola Básica Padre Himalaya, em Távora).

Ao todo, só no Alto Minho, há 73 candidaturas aprovadas.

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