25 de Abril “aqueceu” Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez

Não houve discursos na sessão de comemoração do 25 de Abril nos Arcos de Valdevez, mas das intervenções que foram feitas pelos vários partidos com representação na Assembleia Municipal (de 29 de abril) sobrou forte polémica.

Armando Caldas, do PS, fez um ataque à “estratégia revanchista do PSD", que, “historicamente só é social-democrata de nome”, e “incendiou” os ânimos referindo que esta “linha” teve o seu auge na “liderança de Cavaco Silva”, que, segundo o deputado, “inspirou” Passos Coelho, com consequências “funestas” para Portugal.

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Pelo PSD, Emília Cerqueira acusou os socialistas de “sobranceria intelectual”, fruto da “mania” de “acharem que são os donos da liberdade e da verdade”, lembrando que a “democracia é diversidade de opiniões”, pelo que “o voto dos portugueses que votam naqueles que o PS tanto critica é tão válido como o daqueles que votam em quem o PS tanto defende.”

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Pretendendo afirmar o CDS como o partido ao qual a “História se encarrega de dar razão”, o deputado António Faria recordou que os centristas, há quarenta anos, foram os únicos que votaram contra a Constituição. “O CDS está à frente do tempo, pois o nosso partido foi o único a ter coragem de votar contra a Constituição de 1976, que foi revista sete vezes e só é aplicável em cerca de 10 por cento. Passados estes anos todos, ainda não fizemos a suficiente ponderação de tudo o que representa Abril”, sublinhou.

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De acordo com a linha tradicional da CDU, o deputado Filipe Faro, frisou, nesta ocasião, que o “25 de Abril estará sempre por cumprir – ele faz-se todos os dias, insistiu –, porque a ameaça contra a liberdade está em todo o lado e a toda a hora. E há muito que fazer para que ele se vá cumprindo.”

“Há que tirar cerca de 1 milhão de desempregados que a troika nos deixou, há que reaver os 30 mil milhões de euros que nos fugiram devido à troika, e há aquelas coisas do Panamá e da Madeira…”, concluiu.

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