1º JANTAR DA VIANIDADE PROMETE ALTERAÇÕES POLÍTICAS NAS AUTÁRQUICAS

Sob a temática “VIANA DO CASTELO HOJE; QUE FUTURO PARA VIANA" e em obediência a um ritual próprio de organizações muito profissionais e secretas, soubemos, através de fonte fidedigna, que ocorreu na passada semana um encontro-jantar - à porta fechada - no qual participaram  20 personalidades com ampla influência e participação social, económica e cultural da sociedade vianense.

A iniciativa, levada a cabo por uma comissão instaladora da “Associação dos Amigos de Viana do Castelo”, depois de um jantar de bacalhau e de pá no forno, embrulhado em leite creme regional, debruçou-se sobre aquilo que um dos presentes terá apelidado de “causas da decadência” e do estado de manifesto atraso comparativo em que Viana do Castelo vive há décadas. Os presentes terão concordado que os diagnósticos estão feitos, o que falta são as mais correctas e indispensáveis estratégias, a par de verdadeiros planos operacionais, capazes de tirar Viana do Castelo do “fado” a que 24 anos de «socialismo de sacristia» tem condenado o município, cujo PIB não aumenta, nem dá sinais de esperança.

Alegadamente os presentes foram unânimes em concordar com um dos participantes, em cuja intervenção terá denunciado aquilo a que chamou de «pobreza institucional», tendo-se referido às diferentes instituições, as quais considera são fracas, medíocres e de nulo empenho (AEVC, Entidade Regional de Turismo, Porto de Mar, etc.); por outro lado, «não terá sido de menor monta as críticas feitas à (fraquíssima e medíocre) oposição social-democrata na Câmara, quer pela sua incompetência, quer pelo seu amadorismo, quer pelo seu trajecto inconsequente e ziguezagueante, sem causa, sem agenda, sem coerência e sem rumo político», disse-nos sob reserva de confidencialidade um dos aderentes à causa.

Para os presentes terá ficado claro: considerando que o PS irá apresentar a mesma candidatura «esgotada e requentada», ou o PSD «mete juízo na cabeça» e apressa-se a trabalhar para apresentar em 2017 uma candidatura forte, federadora, de elevada estatura política e técnica «credível e confiável» ou a sociedade civil será convocada e mobilizada pelo “grupo de notáveis”, a fim de, a partir dela, emergir uma candidatura independente, que esteja à altura de liderar um projecto de mudança activa, capaz de dar resposta às reais e actuais necessidades, estrangulamentos, entropias, anseios e problemas de Viana do Castelo, que continua «obrigada a dormir num mundo que não espera por nós».

De acordo com a nossa fonte novos “conclaves” ocorrerão para breve.

«E isso é óptimo, pois Viana do Castelo não pode continuar parada no tempo antropológico, no tempo económico e no tempo cultural, muito menos ... achando que lhe basta ter as Festas d’Agonia e ser bela» - concluiu a nossa fonte.

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